quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

DIN-DIN

Não importava se era sexo oral ou coito, ela sempre pedia para que, ao final, ele transbordasse em sua boca, afim de deglutir tudo. Era seu fetiche e apenas assim se sentia sexualmente satisfeita.

Eles eram namoradinhos – aqueles casais que fazem tudo que os namorados fazem, mas não assumem o compromisso porque não quererm sentir-se culpados caso apareça alguém mais interessante – e estavam naquela toada sexual de grande mescla dos seus corpos; de descoberta. De cada pinta. De cada dobrinha. De cada brecha.

Acontece que eles se separaram por algum tempo e quando se reecontraram, por questões éticas e de segurança, preferiram usar camisinha.

Após ele ejacular, ela olhou achando um imenso desperdício tudo aquilo jorrado dentro do tal látex. Ele sorriu para ela levantando as sobrancelhas, que por sua vez, o respondeu com um largo sorriso, se abaixando até o pênis dele. Sempre foi fã de din-din (geladinho em algumas regiões) e não seria agora que dispensaria um do seu sabor favorito.

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Também há conto novo na Coluna Fantasma, após longo período de inavitidade. Segue abaixo trechinho de O Plano Bê:

"Aposto que é aquela vaquinha peituda, secretária da diretoria que arrasta asa pra todo mundo, não é?"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

NADA CONVENCIONAL

Ela morreu depois que ele ejaculou. Como se pode prever, de forma completamente abrupta.

Ninfomaníaca que era, tinha um nível elevado de desejo e fantasias sexuais, como todo indivíduo portador da doença. Mas extrapolou quando quis fazer sexo oral em Sebá. Não apenas porque talvez se enveredaria pela primeira vez em campo de grotesca perversão sexual, mas porque o quadrúpede – um puro sangue que seu pai criava com o maior zelo na fazenda – além de ter um membro desproporcional, coisa inerente à raça, também jorrava mais de um litro de sêmen. E ela tentando deglutir tudo afobadamente, se afogou.

Mas segundo alguns frívolos que apareceram ao velório unicamente para assuntar e fofocar sobre a defunta, tão abalado quanto seus pais ficou seu pastor alemão de estimação, que agora só grunhia, não queria mais comer, nem brincar ou passear.

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Esse continho pervertido foi publicado originalmente no excelente blogue do Gustavão, o MiniContos Perversos. E quem acompanha o blogue dela sabe que há uma característica bem singular: às vezes comentários são mais divertidos que os próprios contos.

Por isso, caso queiram ler o bafafá que deu nos comentários desse meu conto lá à época, clique aqui.

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Há conto indecente novo lá no Guerra de Travesseiro. Lembrando que lá se trata de uma novela erótica escrita por quatro autores, onde Janette é uma ninfa bem resolvida que detalha tudo no blogue. E como diz Van Luchiari, cuidado antes de acessar: proibido para os menores. De idade e espírito. ;)

Segue trechinho do novo conto ou episódio chamado, O Filme.

"Pra recrutar meus comedores fui à academia de jiu-jitsu em fim de aula, e sem pestanejar, convoquei os oito grandões que ali estavam."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DIETA ESPIRITUAL

- Ih, isso não vai rolar.
- Não vai rolar, por quê?
- É porque estou fazendo uma dieta espiritual.
- Dieta espiritual?
- É. Lembra daquela terapia que lhe falei? Então. A terapeuta pediu, para a consulta de amanhã, que eu não tivesse sexo, porque minha energia não pode se emaranhar com outras.
- Outras?!
- Nesse caso, a sua.
- Ah, tá! Mas poxa... Então vamos só brincar, já que você não pode chegar aos finalmentes...
- Não, a dieta não é de orgasmo ou de ejaculação. Não pode haver cópula.
- Có, o quê?
- Cópula, coito; penetração.
- Entendi.
- ...
- Será que a expressão “Vou te comer” tem a ver com isso?
- Com isso, o quê?
- A coisa espiritual, oras! Se há a expressão “dieta”, suponho que “comer” provavelmente venha disso.
- Não havia pensado. Talvez seja.
- Bom, e se fosse, então você seria um vegetariano, porque não pode comer carne.
- Por este prisma...
- Você virou gay?
- Não! Ué, tá ficando louca? Por que isso agora?
- Porque todo vegetariano é gay.
- Olha só, esquece isso, acho que esta não é a melhor definição! Digamos que hoje posso comer algumas coisas, mas outras não.
- Ah, tipo um regime que começamos toda segunda!
- Isso, isso!
- Saquei.
- ...
- Então uma chupadinha pode?
- Ô, se pode...

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Esse continho ordinário já foi postado na Coluna, ocasião em que o achei nada pertinente ao blogue. Mas agora, bem, agora acho que ele está até comportado demais. ;)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESQUIZOFRENIA

Ísis era branquinha, de cabelos pretos e longos, boca apertada e quando fazia sexo anal sentia tesão de pingar. E mesmo assim, Alex não parava de pensar na ex.

Aquilo o consumia. Ficava um caco sempre que ia embora da casa de Ísis; a ressaca sexual moral era tanta que o fazia temer encontrá-la novamente – embora ele sempre tornasse a beber da água. Era pior a qualquer porre de vodca de terceira que já tomara. E Alex não gastava mais que três reais com uma garrafa de vodca.

Entretanto, chega uma hora que toda cruz fica pesada de carregar, e, sendo assim, resolveu dar um basta àquela situação que o massacrava por dentro. E despejou aos berros o discurso que ensaiara:

- PODE PARAR! PODE PARAR COM ESSA PORRA AGORA! VOCÊ NUNCA FOI TÃO BOA ASSIM NA CAMA. E AGORA FAZ COMIGO TUDO QUE EU SEMPRE PEDI ENQUANTO ESTOU COM OUTRA?
- Alex, surtou? Tá falando com quem? – Indagou uma assustada Ísis.

Levantou-se da cama e foi fumar. Depois daquele dia, a ex nunca mais veio a sua mente durante o sexo. O que além de deixá-lo muito feliz, segundo ele, o curou, pois se aquilo insistisse em acontecer, o próximo passo da loucura seria transar somente por amor.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

AGENDA ÚNICA

Ligou para ela atrás do sexo casual o qual estavam habituados. Entretanto, como sabia da ficha corrida da moça - que apesar de inteligente, bela e de corpo bem feito, insistia em dar para qualquer um que lhe sorrisse - titubeou e ligou antes para seu amigo, que também mantinha essa, digamos, sociedade com ele. Queria saber se o amigo não a visitaria naquele dia, pois achara muito desagradável quando em certa feita transou com ela à noite e descobriu posteriormente que seu "sócio" brincara no mesmo parquinho à tarde.

A história entre os dois amigos continuou, mas com horários e dias bem determinados. Mesmo quando apareceu um terceiro comedor, todos conseguiram combinar as agendas. A brincadeira foi ficando chata quando apareceram o quarto e quinto participantes. Eram muitos eventos para se flexibilizar em um parco calendário e com certeza os horários acabariam se chocando. Não seria muito aprazível.

Porém, o mais interessante e surreal é que mesmo no auge de cinco "visitantes", cada um deles tinham os telefones um do outro, como já disse, para evitar certos constrangimentos pegajosos. E assim sempre ligavam uns para os outros para estabelecer os dias e horários que cada um defloraria a moça. Mas nunca ligavam para o marido dela. Não por achar que daria um grande barraco ou confusão com o traído. Não por isso, porque até pensaram em chamá-lo a participar da brincadeira. Mas porque dos cinco, aliás, seis com ele, o marido devia ser o único com quem ela não ia para cama.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CÃO QUE LADRA NÃO MORDE

Resolveram se encontrar após meses de relacionamento virtual. A verdade é que a coisa de se masturbarem em frente à webcam perdeu a graça. E eles ansiavam pelo tato frenético e enlouquecido que um romance em meio ao tesão, curiosidade e aventura poderia proporcionar.

Prometeram um ao outro ser aquela a maior maratona sexual da história, uma vez tratar-se de apenas dois dias de encontro, o que, pelos cálculos do casal – ele, um sátiro, ela, uma ninfa – daria para se esbaldarem, contanto não fizessem programas de índio, como sair do quarto do hotel.

Pois bem. Encontraram-se apenas no início da tarde, pois ele perdera o voo original. Precisariam correr contra o tempo. Agora teriam apenas um dia e meio para se refestelarem. Mal se deram conta e estavam nus em gozo no quarto do hotel.

Entretanto, para as pretensões de ambos, não conseguiram bater os próprios recordes de coitos. Despediram-se frustrados por não haverem transado tanto quanto queriam, pois ele tanto contou vantagem de seu desejo sexual que acabou não dando conta do recado, ficando esfolado e inutilizado em apenas cinco cópulas. E ela, bom, ela se resignou, decepcionada por não usar o que solicitara ao serviço de quarto: uma bacia com gelo para fazer assento.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PRELIMINARES

A Escrita Salaz surgiu para materializar a vontade desse contista aqui de escrever mais histórias perversas e licenciosas e desocupar a Coluna Fantasma, que não tem o público destes contos.

Mas quem lá visita, sabe gosto de escrever essas historinhas um tanto libertinas. Desde contos eróticos nunca publicados que devem ser revistados para serem postados aqui, até começar com as contribuições ao MiniContos Perversos, do Gustavão, com os contos Diálogo Sexual de Um Amável Casal Que Se Odeia, Nada Convencional e Comi Meu Avô Porque Odeio Minha Família.

Mas devo fazer justiça: o excelente blogue dele me inspirou na elaboração deste. E a tal ponto que tive de homenageá-lo na Coluna com o marcador À Moda MCP. Pronto. Eu já podia colocar a culpa em alguém sempre que escrevesse algo perverso, como esses contos aqui.

Logo depois, por meio da Bruxinha, passei a fazer parte do Guerra de Travesseiro, contando as peripécias de uma ninfomaníaca chamada Janette, com os capítulos Provei e Gostei, A Revelação II, Asco e Pena, A Mamãe e os Meninos e O Ménage Gay.

Ali, sim, a coisa esquentou. Trata-se de uma novelinha erótica, onde cada um dos quatro escritores vão encaixando as histórias devassas. E são tão bem escritas que podem ser lidas sozinhas ou em separadas.

Bom, é isso. A Escrita Salaz é a oportunidade que tenho de publicar tudo em comum que há nestes meus textos disponíveis em outros blogues, além da certeza de que a fonte de ideias lascivas não secará. Espero que gostem de lê-los tanto quanto eu gostarei de redigi-los.

P.S.: sacaram o lance subliminar da pimenta fatiada, né? A coisa picante em diversas partes, diversos contos picantes. Sacaram, sacaram, sacaram? ;)